Há cinco anos, na capa de Campaigns & Elections figuravam quatro espanhóis que nesse momento estavam no topo da consultoria política na América Latina. Na capa vestiam a camiseta da seleção espanhola de futebol e “A Armada Espanhola” foi o título na época. Cada um dos consultores daquela edição se destacou no seu campo de trabalho e tem contribuído ao fortalecimento da consultoria política na América Latina.
Yago de Marta estava nesse número e deu exemplo de profissionalismo que poucos chegam a ter; mas a pergunta nesse momento é quem é realmente Yago, porque além de ser o mais conhecido media trainer da Ibero-América, é um grande ser humano. Conversar com ele deixa a sensação de que ele está te ensinando algo, essa conexão e empatia que geram as pessoas carismáticas. E isso ele também gera com seu vasto público no seu papel de conferencista. Apesar de que nessa publicação o conhecemos pelo trabalho político, seu trabalho com CEOs de multinacionais e sua ação social são mais que conhecidos. Yago de Marta não foi a primeira pessoa a treinar políticos para falar melhor, mas foi o primeiro a se dedicar integralmente a preparar e fazer disso um elemento de arte metódica. Antes da sua chegada, os treinamentos de discursos eram uma réplica da retórica antiga e os media trainings uma prática eterna de perguntas e respostas. Com ele chegou a construção da pessoa para se tornar um líder, candidatos potentes e seguros, que não precisam nem falar para transmitir liderança. Hoje perguntamos a ele sobre sua técnica, a persuasão, o desafio digital e sobre a comunicação política no geral.
A maior derrota tem a ver com alguém que treinei. Ensinei tudo a ele e tive a certeza de que tivesse um desempenho de forma consistente. Mas na hora de estar diante de milhões de pessoas ele decidiu fazer “seu plano” e da “sua forma”. Me dá pena, mas me sinto bem porque fiz meu trabalho. Nunca me alegro muito se ganhamos, nem me entristeço se perdemos. Sempre quem ganha ou perde é ele. Ele é quem sobe no palco. Está sozinho. O que esquecemos frequentemente é que temos que fazer com que cada segundo valha a pena, que cada resposta valha a pena. Muitas vezes me perguntam “Quanto pode durar um discurso?”. Eu sempre respondo a mesma coisa. Depende do quão bom você seja falando.
QUESTIONÁRIO C&E Que aroma te leva de volta à infância?Leite quente com Nesquik. Qual é seu livro de cabeceira no momento?“La Fábrica de Canciones” (ainda sem tradução no Brasil), de John Seabrook. Fala de como se constrói um hit musical. O que faz com que as pessoas gostem, sejam atraídas e cantarolem uma música. O que não falta na sua pasta?Meu Kindle, um Ipad Pro e uma bateria. Qual é a sua ideia de felicidade perfeita?A que vivo neste momento se parece bastante. Qual super-herói você gostaria de ser?Quando criança, era fã do Superman. Mas em setembro vi milhares de supermans anônimos no México. Qual é o seu lugar do mundo favorito?Para praia, Los Cabos e Tolum. Para cidade, Nova York. Eu poderia visitá-la a vida inteira. E a sua comida favorita?Deixando de lado o presunto ibérico, não resisto a uns tacos de caranguejo. Com quem você toma as decisões mais difíceis?Com minha esposa. Ela sonha alto e sempre me aporta o contraponto que necessito. O que é a amizade?Remar na mesma direção, ainda que em mares diferentes. Quem são seus heróis?Meus pais. São melhores e mais fortes do que eu jamais serei. Como você gostaria de morrer?Com pleno uso das minhas faculdades e perto da minha família. Como você gostaria de ser lembrado?Alguém que construiu ao seu redor a vida com a qual sonhava. 
Há cinco anos, na capa de Campaigns & Elections figuravam quatro espanhóis que nesse momento estavam no topo da consultoria política na América Latina.

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